Este método permite desenvolver nos seus praticantes uma maior tomada
de consciência corporal através, sobretudo, dos seus princípios:

Concentração, Respiração, Controle, Precisão, Fluidez de Movimento,
Isolamento e Rotina (GALLAGHER; KRYZANOWSKA, 1999).

Em todos estes princípios reside uma base comum: a especificidade
de cada ser humano numa dimensão biopsicosocial, isto é, a capacidade
desta modalidade se adaptar e se direcionar às diferentes características
de cada praticante. Neste sentido, são inúmeros os estudos e os
profissionais de saúde que associam a sua prática a inúmeros benefícios,
concretamente ao nível da prevenção e tratamento de algumas patologias
(como por exemplo os problemas de próstata, a incontinência urinária,
entre outros), melhoria do equilíbrio, dos níveis de atenção e de
concentração, da coordenação neuromotora, da mobilidade articular, da
redução de dores da coluna, melhoria do sistema imunitário e do sistema
linfático, aumento dos níveis de conhecimento de si próprio
(GALLAGHER; KRYZANOWSKA, 1999).

Importa ainda salientar que o pilates assume um importante papel ao nível
do sistema nervoso central. Através do sistema nervoso central conseguimos
captar sinais do mundo exterior – podemos ouvir, ver, cheirar, saborear
e sentir. O sistema nervoso central também coordena todas as nossas
atividades conscientes e inconscientes – como andar, falar, pensar, recordar
e realizar ações reflexas que acontecem sem pensarmos nelas. Um exemplo
de uma patologia associada a uma disfunção ao nível do sistema nervoso
central, é a Esclerose Múltipla (GALLAGHER; KRYZANOWSKA, 1999).

Será neste sentido, e tendo em conta todos os princípios e metodologias
utilizadas pelo método pilates, que podemos considerar a sua prática
uma importante fonte de estímulo do bem-estar global.

 

Autor: Théo Abatipietro Costa (Fisioteraputa)
Fonte. revistapilates.com.br